A concepção atual de infância é associada a uma aura de inocência, pureza e ingenuidade, a criança deve ser protegida dos “segredos dos adultos; tais como aqueles relativos à violência e o sexo”. Esta concepção atual inexistia ate o fim da idade média .
Adultos e crianças medievais compartilhavam não só dos mesmos ambientes sociais, mas do mesmo ambiente informacional, de um mesmo não saber: eram ambos analfabetos, as escolas não são desconhecidas na idade média algumas delas estavam ligadas à igreja ou outras particulares. O modo medieval de aprender era pela oralidade, e não havia espaço para uma divisão entre infância e adulto.
Neste contexto, surge renascença após uma revolução promovida pela palavra imprensa que sociabiliza a necessidade de alfabetização, Thomas Phaire publica em 1954 publica o primeiro livro de pediatria, que veio promover um novo modo de organizar o pensamento.
Tornando rotineiras as escolas, hierarqueriza o conhecimento por faixa etária,dissemina a noções de pudor, limites entre criança e adulto.
Desta forma, surgiu um parâmetro pode-se dizer, para diferenciar adultos e crianças, os primeiros seriam aqueles que sabiam ler e escrever, as últimas aquelas que deveriam passar por um processo gradual e lento, ate adquirem este saber.
Locke promoveu a teoria da infância ao expor sua idéia de que a mente é uma folha em branco, deste modo recai sobre os pais e mestres uma grande responsabilidade que será escrito na mente.
A função da escola,ganhou fundamental importância, à escolarização se atribuiu à tarefa de ensinar as crianças à via de acesso aos saberes que circulavam no mundo dos adultos e prepará-las através da disciplirização.
Na modernidade, trouxe valores diferentes dos medievais, e um novo modelo de organização familiar.
Todavia este modelo familiar, hoje parece estar em crise, é crescente o número de casais separados.Nas últimas décadas, as transformações tecnológicas têm engrenado mudanças sócias psicológicas, configurando-se como um dos principais valores de subjetivação da contemporaneidade.
A televisão inviabiliza a proteção da criança (tão valorizada pelos modernos) do acesso aos segredos dos adultos, que antes desvendavam nos livros ou pela experiência. Portanto, os universos simbólicos de adultos e crianças, estão expostos na televisão para ambos.
Cabe aos pais ou responsáveis tomar atitudes positivas e coerentes no sentido de evitar o uso indevido da televisão por seus filhos. Não é uma tarefa fácil. Se não vê na própria casa, vêem na casa dos amigos, dos vizinhos, dos parentes.
Com esse argumento, muitos pais simplesmente desistem de exercer seu controle e acabam por não se importar que seus filhos fiquem acordados até tarde e até colocam televisão nos quartos.
A TV acaba se tornando uma conveniente “babá eletrônica”, que mantém os filhos quietos enquanto os pais trabalham ou se ocupam com outros afazeres.
domingo, 2 de novembro de 2008
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Um comentário:
amigaaaa....amei esse seu texto muito bom....
acho ate que vc poderia escrever um artigo baseado nesse leitura sua hein....
amei mesmo muito bom....
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