Apesar das turbulências que a profissão vive no seu cotidiano,
tanto as decorrentes da imprevisibilidade da nossa rotina
quanto as provocadas por tentativas de desvalorização,
trata-se de um ofício reconhecido pela sociedade como de suma importância para a sustentação da democracia no país.
Sem a garra e o esmero do jornalista, o Brasil seria uma nação com carências ainda maiores no que se refere ao sagrado bem público da informação, tão valioso para a construção da cidadania.
O Dia do Jornalista é um momento de reflexão sobre nosso presente e futuro, principalmente diante de avanços tecnológicos tão acelerados que ocorrem em todo o mundo.
A data é um chamado à luta por melhores condições de trabalho, um clamor por mais respeito por parte de um sistema midiático concentrador ainda refém de arcaicas relações de poder e uma conclamação por mais dignidade, esta seriamente arranhada pela infeliz decisão do STF em extingüir a exigência da formação superior específica da regulamentação.
No entanto, o Dia do Jornalista é um motivo para expressar o orgulho de pertencermos
a uma categoria mergulhada na fascinante dinâmica da própria vida e na muitas
vezes surpreendente engrenagem que movimenta os fatos.
Portanto, mais uma vez parabéns aos repórteres, editores, chefes e secretários de redação,
chefes de reportagem, redatores, produtores, pauteiros, âncoras, repórteres fotográficos e cinematográficos,
diagramadores, ilustradores, assessores de imprensa, professores e estudantes de jornalismo !
Feliz Dia Nacional do Jornalista!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
DIPLOMA DE JORNALISTA Antônio Álvares da Silva Professor titular da Faculdade de Direito da UFMG
A recente decisão do STF, tornando desnecessária a exigência de diploma para o
exercício do jornalismo, contém um erro de análise do mundo e das coisas que nele
existem.
A Constituição garante o exercício de qualquer profissão – art. 5º, XIII, mas ressalva que a lei pode impor condições. Esta restrição leva em conta o interesse público da profissão, as exigências técnicas para seu exercício e o significado que tem para a sociedade. Para algumas profissões, estas exigências são óbvias: não se poderia conceber que um prático operasse o cérebro de uma pessoa ou que um pedreiro fizesse o cálculo estrutural de um edifício.
Outras vezes, as restrições não se ligam a impedimentos imediatos. Têm um objetivo
mais amplo que diz respeito a interesses morais, políticos e sociais da vida comunitária.
Exige-se então que a pessoa tenha formação que envolva valores mais altos e refinados,cuja exatidão não se mede com números, mas com habilitação cultural e humanística
solidamente construída. Não se pode permitir que alguém se intitule professor de
filosofia, depois da leitura de dois autores, nem de história, depois de estudar dois
manuais.
É aqui que se situa a profissão de jornalista. Ele não é apenas um homem da palavra e
da redação de textos que trabalha em alguma seção de jornal. A sociedade precisa de
informação para tudo. O homem moderno não pode conhecer diretamente a
complexidade dos dados e acontecimentos que hoje se agitam na complexa organização
social em que vivemos. Por isto, tem que se servir dos órgãos de informação, ou seja, da atividade jornalística, na qual se abrigam conhecimentos técnicos, éticos e políticos, de fundamental importância e significado social, exatamente porque forma opinião e divulga a verdade.
Gay Talese, o grande jornalista americano, disse recentemente, em entrevista à Veja,
que o jornalismo é a mais bela das profissões, porque não esconde nem protege um
mundo irreal, como acontece muitas vezes com políticos, juízes, militares, empresários e várias outras que, muitas vezes, preservam um mundo que não corresponde à realidade.
Pelo contrário, o bom jornalismo expõe a verdade ao povo, com coragem e
determinação. Vara a casca dos corporativismos. Desmascara governos, falsidades de
ministros e falaciosas versões oficiais. Mostra realidades ocultas e subtendidas, como atualmente faz com o Senado Federal. Só mesmo uma imprensa e jornalistas livres
poderiam desempenhar tão grande e significativa façanha.
Portanto, além da formação técnica, do jornalista se exige conhecimento humanístico,
filosófico, político e social. Como se pode escrever sobre a reforma do Judiciário, a
rebelião do Irã, o problema árabe-israelense, a crise econômica mundial se não tiver
conhecimentos especializados e gerais? Como pode interpretar um fato político e social se não possuir aparato técnico e cultural para a tarefa?
Estes conhecimentos, evidentemente, só se colhem nas Faculdades que são o manancial
do saber puro, independente, descompromissado, holístico e completo. O conhecimento
humano, principalmente nos dias de hoje, é por demais complexo para ser
empiricamente apreendido. Exige esforço, dedicação e estudo. E isto só se faz com
reflexão acadêmica.
A inexigência de diploma banalizou a profissão de jornalista. Reduziu-a a um empirismo barato e insignificante, cuja condição de exercício será agora apenas de um estágio e um mero registro num ministério, como se tão singelas formalidades fossem suficientes para o desempenho de uma profissão tão nobre e exigente.
Por que os órgãos da grande imprensa brasileira (Veja e Folha de São Paulo, por
exemplo) louvaram a extinção do diploma? Se foi para baixar custos e contratar
jornalistas baratos, estas empresas não enfrentarão a concorrência e em breve fecharão as portas. A razão é outra. O jornalista diplomado é um homem consciente de seus
deveres. Exerce sua profissão com independência. Constitui sindicatos fortes e atuantes.
Negocia coletivamente salários. Faz greve. Questiona a imprensa de interesses que age
apenas como empresa, de olhos postos na vantagem econômica e não na missão social e
política que dela se espera.
O jornalista diplomado e conhecedor de sua profissão divide o poder com o dono da
empresa jornalística. Sua opinião tem peso. É independente. Tudo isto é visto como
ameaça e está no fundo da argumentação contra o diploma pelos empregadores.
O Min. Gilmar Mendes, relator do processo, deu um exemplo: um
chef pode ser um excelente mestre de culinária. Mas isto não significa que toda refeição deva ser por ele
feita. Se a lição for seguida, os processos não precisam necessariamente de advogados e juízes. Podem ser conduzidos por rábulas. A medicina não necessita dos grandes médicos. Pode ser exercida por enfermeiros. As grandes construções não carecem de engenheiros e calculistas. Bastam as mãos experientes de pedreiros e serventes.
Então, a ciência e o saber aprofundados se tornarão descartáveis. Em nome da plena
autonomia, todos estarão livres para viver na superficialidade das coisas. Fecharemos as portas da universidade para a ciência e abriremos suas janelas para o mundo do empirismo e do conhecimento sem sistema. Em nome da liberdade estaremos usando o meio mais seguro de matá-la.
exercício do jornalismo, contém um erro de análise do mundo e das coisas que nele
existem.
A Constituição garante o exercício de qualquer profissão – art. 5º, XIII, mas ressalva que a lei pode impor condições. Esta restrição leva em conta o interesse público da profissão, as exigências técnicas para seu exercício e o significado que tem para a sociedade. Para algumas profissões, estas exigências são óbvias: não se poderia conceber que um prático operasse o cérebro de uma pessoa ou que um pedreiro fizesse o cálculo estrutural de um edifício.
Outras vezes, as restrições não se ligam a impedimentos imediatos. Têm um objetivo
mais amplo que diz respeito a interesses morais, políticos e sociais da vida comunitária.
Exige-se então que a pessoa tenha formação que envolva valores mais altos e refinados,cuja exatidão não se mede com números, mas com habilitação cultural e humanística
solidamente construída. Não se pode permitir que alguém se intitule professor de
filosofia, depois da leitura de dois autores, nem de história, depois de estudar dois
manuais.
É aqui que se situa a profissão de jornalista. Ele não é apenas um homem da palavra e
da redação de textos que trabalha em alguma seção de jornal. A sociedade precisa de
informação para tudo. O homem moderno não pode conhecer diretamente a
complexidade dos dados e acontecimentos que hoje se agitam na complexa organização
social em que vivemos. Por isto, tem que se servir dos órgãos de informação, ou seja, da atividade jornalística, na qual se abrigam conhecimentos técnicos, éticos e políticos, de fundamental importância e significado social, exatamente porque forma opinião e divulga a verdade.
Gay Talese, o grande jornalista americano, disse recentemente, em entrevista à Veja,
que o jornalismo é a mais bela das profissões, porque não esconde nem protege um
mundo irreal, como acontece muitas vezes com políticos, juízes, militares, empresários e várias outras que, muitas vezes, preservam um mundo que não corresponde à realidade.
Pelo contrário, o bom jornalismo expõe a verdade ao povo, com coragem e
determinação. Vara a casca dos corporativismos. Desmascara governos, falsidades de
ministros e falaciosas versões oficiais. Mostra realidades ocultas e subtendidas, como atualmente faz com o Senado Federal. Só mesmo uma imprensa e jornalistas livres
poderiam desempenhar tão grande e significativa façanha.
Portanto, além da formação técnica, do jornalista se exige conhecimento humanístico,
filosófico, político e social. Como se pode escrever sobre a reforma do Judiciário, a
rebelião do Irã, o problema árabe-israelense, a crise econômica mundial se não tiver
conhecimentos especializados e gerais? Como pode interpretar um fato político e social se não possuir aparato técnico e cultural para a tarefa?
Estes conhecimentos, evidentemente, só se colhem nas Faculdades que são o manancial
do saber puro, independente, descompromissado, holístico e completo. O conhecimento
humano, principalmente nos dias de hoje, é por demais complexo para ser
empiricamente apreendido. Exige esforço, dedicação e estudo. E isto só se faz com
reflexão acadêmica.
A inexigência de diploma banalizou a profissão de jornalista. Reduziu-a a um empirismo barato e insignificante, cuja condição de exercício será agora apenas de um estágio e um mero registro num ministério, como se tão singelas formalidades fossem suficientes para o desempenho de uma profissão tão nobre e exigente.
Por que os órgãos da grande imprensa brasileira (Veja e Folha de São Paulo, por
exemplo) louvaram a extinção do diploma? Se foi para baixar custos e contratar
jornalistas baratos, estas empresas não enfrentarão a concorrência e em breve fecharão as portas. A razão é outra. O jornalista diplomado é um homem consciente de seus
deveres. Exerce sua profissão com independência. Constitui sindicatos fortes e atuantes.
Negocia coletivamente salários. Faz greve. Questiona a imprensa de interesses que age
apenas como empresa, de olhos postos na vantagem econômica e não na missão social e
política que dela se espera.
O jornalista diplomado e conhecedor de sua profissão divide o poder com o dono da
empresa jornalística. Sua opinião tem peso. É independente. Tudo isto é visto como
ameaça e está no fundo da argumentação contra o diploma pelos empregadores.
O Min. Gilmar Mendes, relator do processo, deu um exemplo: um
chef pode ser um excelente mestre de culinária. Mas isto não significa que toda refeição deva ser por ele
feita. Se a lição for seguida, os processos não precisam necessariamente de advogados e juízes. Podem ser conduzidos por rábulas. A medicina não necessita dos grandes médicos. Pode ser exercida por enfermeiros. As grandes construções não carecem de engenheiros e calculistas. Bastam as mãos experientes de pedreiros e serventes.
Então, a ciência e o saber aprofundados se tornarão descartáveis. Em nome da plena
autonomia, todos estarão livres para viver na superficialidade das coisas. Fecharemos as portas da universidade para a ciência e abriremos suas janelas para o mundo do empirismo e do conhecimento sem sistema. Em nome da liberdade estaremos usando o meio mais seguro de matá-la.
domingo, 4 de abril de 2010
Páscoa
Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.
A palavra advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Como surgiu o Chocolate
O "Theobroma” é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico do chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.
Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou.
O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.
Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.
Além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.
Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro.
Coelho
A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem.
A palavra advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.
A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Como surgiu o Chocolate
O "Theobroma” é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico do chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.
Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou.
O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.
Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.
Além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.
Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro.
Coelho
A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Uma Mulher a Frente de Seu Tempo

Eleanor Roosevelt, essa mulher que se preocupava como bem-estar da humanidade e ficou conhecida como a mulher dos direitos do homem, teve a vida pessoal marcada pela infelicidade.
Quando nova era humilhada pela mãe por chama-la de patinho feio, depois casou-se com Franklin Delano Roosevelt; aonde reinou ao lado dele na Casa Branca por 12 anos.Sofreu nas mãos da sogra que foi contra ao casamento, teve seis filhos sendo que um morreu aos dois anos.
Seu casamento era apenas de aparências, no entanto esteve ao lado do marido ate seu leito de morte e Franklin ate o fim manteve-se em contato com a amante.
Eleanor virou um ícone do povo americano e deixou sua marca no país e no mundo, defendendo os pobres, os explorados, reivindicando um lugar de destaque para a mulher na sociedade.
Ela também usava os jantares para checar providências tomadas e entregava-lhe pilhas de memorandos para ler à noite.Franklin, dizia uma piada muito repetida na capital americana, rezava toda noite “senhor, por favor, cansai Eleanor um pouco.”
Atraiu inimigos, não faltou quem não a chama-se de comunista por sua defesa aos trabalhadores , e choveram piadas sobre sua feiúra
Ela foi eleita a mulher mais admirada dos Estados Unidos, e chamada pelo presidente Harry Truman que sucedeu Roosevelt, de a primeira-dama do mundo.
E em dezembro de 1945, ele nomeou-a delegada americana para primeira reunião das Nações Unidas. Eleanor infernizou a delegação Russa e presidiu a comissão que esboçava os direitos humanas.
Na segunda guerra mundial, ela levava mensagens do presidente para os soldados americanos em todos cantos do mundo. Numa visita a um hospital, no Pacífico Sul, deixou seus acompanhantes oficiais escandalizados ao apertar a mão de alguns pacientes e beija-los: não haveria problema nenhum se eles na fossem da ala de doenças venéreas.
A declaração, que inspirou inúmeras iniciativas no planeta em favor dos oprimidos e das minorias , foi aprovado em dezembro de 1948 com toda Assembléia Geral aplaudindo Eleanor de pé.
A ONU aprovou a Declaração dos Direitos Humanos., para isto o trabalho de uma mulher foi fundamental, Eleanor Roosevelt, que inspirou ódio e admiração como nenhuma outra. Joseph Lash escreveu um livro sobre sua vida, Eleanor: Os anos de solidão.
Ela morreu de tuberculose em 7 de novembro de 1962, depois de ajudar na criação da organização das nações unidas em favor das crianças, o Unicef. Mais uma herança de sua luta que foi triunfo assim como as sua batalhas pessoais para conseguir uma identidade a parte da família e do marido, para enfrentar suas inseguranças e depressões, transformar suas fraquezas em força.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Dia da Mentira
Em 24 de fevereiro de 1582, 1627 anos depois de proclamado o calendário de Júlio César na antiga Roma ( calendário Juliano ), o papa Gregório XIII criou o calendário gregoriano, de 365 dias, 5h 48m20s, em uso até hoje.
No calendário gregoriano, temos três anos de 365 dias seguidos por um de 366 dias, denominado bissexto. De 400 em 400 anos, três anos bissextos são suprimidos.
Imediatamente aceito nos países católicos, entretanto só foi aceito pela Grã-Bretanha e colônias, em 1752, Japão em 1873, Rússia em 1923 e pela China em 1949. Algumas nações que adotavam o calendário Juliano, mantinham a comemoração do ano novo em 25 de março, estendendo a festividade até o primeiro de abril. Entre elas, a Inglaterra e a França.
Com a adoção do calendário gregoriano, o ano novo passou oficialmente para 1° de janeiro. Como os menos avisados continuassem a festejá-lo segundo o costume antigo, 1° de abril ficou conhecido como o “dia dos tolos” - ou o “dia da mentira”.
No calendário gregoriano, temos três anos de 365 dias seguidos por um de 366 dias, denominado bissexto. De 400 em 400 anos, três anos bissextos são suprimidos.
Imediatamente aceito nos países católicos, entretanto só foi aceito pela Grã-Bretanha e colônias, em 1752, Japão em 1873, Rússia em 1923 e pela China em 1949. Algumas nações que adotavam o calendário Juliano, mantinham a comemoração do ano novo em 25 de março, estendendo a festividade até o primeiro de abril. Entre elas, a Inglaterra e a França.
Com a adoção do calendário gregoriano, o ano novo passou oficialmente para 1° de janeiro. Como os menos avisados continuassem a festejá-lo segundo o costume antigo, 1° de abril ficou conhecido como o “dia dos tolos” - ou o “dia da mentira”.
História Do Cinema


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A data oficial do nascimento do cinema, foi em 28 de dezembro de 1895,neste dia leva-se a efeito a primeira projeção pública cinematográfica, no Salão Indiano do “Grand Café”, no Boulevar em Paris.Nessa primeira sessão paga, de entre a série de filmes exibidos, o primeiro foi novamente “La Sortie des Usines Lumièri”(Saída dos Trabalhadores das Fabricas Lumiere).No grupo de filmes dessa sessão mostrou-se também a primeira comédia da história,”L`Arroseur Arrosé”(O Regador Regado),a primeira cena familiar,”Lê Reujeuner du Bebé”(O Almoço do Bebê) e “L Arriveé du Train em Gare” (A chegada do Comboio á Estação).
Era isto o cinema naqueles primeiros tempos, nada mais do que “fotografias móveis”que assombravam por sua semelhança com a realidade.
Um dos primeiros a condenar o cinema ao fracasso,foi nada mais nada menos que seu inventor,Louis Lumiere.Os irmãos Lumiere tinham o cinema somente como um modo de imprimir a realidade;o cinema era um passageiro meio técnico de mostrar “o que se vê”.Meilies e Lumiere são diferentes a este grau:um quis virar os olhos para fora,mostrar o mundo, o outro preferiu vira- los para dentro,para o mundo interior,da magia,das fantasias humanas, das pessoas.
O dialogo entre o Bem e o Mal continha algo da mesma naquilo é essência do cinema.
A América estava nessa época lotada de emigrantes europeus que não falavam inglês e que na necessidade de uma distração para a dura vida que levavam, acorriam em massa ao espetáculo dos filmes mudos. Na América surgem entretanto as antepassados mais recentes das atuais salas de cinema, são os Nickel Odeons, assim chamados em gíria américa, a moedinha de cinco cêntimos que custava cada entrada era chamado de nicke.Tudo filmado em cenários naturais, com muito movimento.Uma história de “nosso tempo”.
Em 23 de outubro de 1927 era exibido The Jazz Singer, o primeiro filme com som, o som parecia como uma “curiosidade” , agora as fotografias em movimento falavam e tudo.Mas só em 1929 que surgiu o primeiro filme inteiramente falado.
Chegam então os tais loucos anos 60(finais do 50-inicio dos 60).Os anos franceses resolvem dizer que esta tudo errado e numa como quem não quer a coisa, criam um movimento que ficariam como Novelle Vangue francesa.Como eles gostam de intelectualizar tudo, este cinema tem bases bem teóricas.
Nos anos 30, Chaplin teme o fracasso do seu City Lights (1931), agora que se fala em moda.Mas o filme é um sucesso, assim como “Modern Times”(1936).Esta é sem duvida a época de ouro de Frank Capra, realizador americano nascido na Sicília.Faz comédias românticas, leves, impregnadas de moral e consciência americana.
No Pós-guerra surgem vários movimentos : desenvolve-se com a força a escola inglesa de documentários nos anos 50.
No País dos Soviéticos
O cinema era o meio de comunicação de um país de vários milhões de analfabetos, num país onde a cultura visual é riquíssima e lhes corre nas veias : basta-nos ver o inacabável número de pintores russos; basta-nos ver as suas igrejas.O cinema era o mais poderoso meio de propaganda e informação.Tornando-se imperativo desenvolver o cinema e desenvolve-lo do lado da lei.Avangard russo foi um dos mais mexidos e experimentalistas da época.
Poucos são os dramas pessoais , as intrigas amorosas- não há tempo para isso numa terra que sonha com o fim da fome e e o aniquilamento do inimigo.
Na Alemanha
Na primeira metade dos anos 20, a Alemanha entra no movimento que se haveria de ficar conhecido como Expressionismo Alemão.Um grande nome do Expressionismo,foi Friedrick Murneau.Em paralelo com Expressionismo havia na Alemanha dos anos 20 um outro movimento se mostrava muito forte que mostrava o homem indefeso perto do destino, regido por leis e a eles alheias.A idéia de fatalismo encarnada destes filmes acabou por levar realizadores desta corrente para o mundo das histórias encantadas, dos mitos do passado ou do futuro.Passava-se para o cinema o tal fatalismo da mitologia germânica.O principal representante dessa corrente foi um nome que viria ser um dos mostros do cinema mundial; Fritz Lang.
Cinema Italiano
O primeiro encontro entre a cultura e o cinema na Itália teve a participação do escritor Gabriele D’Annuzio e culminou quando ele se associou com Giovanni Pastore(na tela, Piero Fosco) em Cabiria, em 1914, síntes dos superespetáculos italianos e modelos para industria cinematográfica da década de 1920.Nesse filme Pastore usou cenários gigantescos, empregou pela primeira vez a técnica do travelling, fazendo a câmera deslocar sobre um carro, e usou iluminação artificial, fato notável para época.
Na França
Os irmãos Lafitte fundaram uma pequena empresa chamada “Film D’ Art” , a inovação desta firma é o esforço que fizeram em tentar, pela primeira vez no cinema cativar o público através de nomes conhecidos.São as primeiras obras de escritores famosos , o cinema começou a sair do anonimato.
Se Lumière foi o pai do cinema, Méliès foi o pai dos efeitos especiais , Méliès foi o pai do cinema como arte, como fantasia.
Os irmãos Lumière criaram o cinema do olhar- olhar o mundo, a informação ( a reportagem, reels, crônicas).Criou Méliès o cinema de ver além do olhar, ver-nos a nós próprios, ver os sonhos, que podem ser olhados(cinema da ficção)
Hollywood
Thomas Edison ganha a sua guerra nos Estados Unidos.Argumentando ter registrando uns anos antes o Kinetoscópio consegue que 24 de outubro de 1907, os tribais americanos proíbem todas as projeções de filmes.Só com George Eastman, o dono da Kodak, tinha 90% do monopólio da fabricante de filme.E pretendia criar um cartel com as grandes sociedades americanas, só aceitando os estrangeiros Path´e Méliès, que ele admirava.Assim , 1909 surge nos EUA o trust da união das 10 maiores produtoras da época, com objetivo de monopolizar toda produção e distribuição cinematográfica.Por mais incrível que possa parecer hoje, Hollywood surgiu como contestação ao cinema oficial ou melhor surgiu para fugir da policia.
Nova York já concentrava a produção cinematográfica em 1907, época em que Edwin S. Porter se firmara como diretor de estatura internacional. Descobridor de grandes talentos como atrizes Mary Pickford e Lílian Gish, os grandes ações paralelas, consagrados em The Birth of Nation(1915, o nascimento da nação) e Intolerante(1916), epopéias que conquistaram a admiração do público e da crítica. Ao lado de Griffith é preciso destacar Thomas H. Ince, outro grande inovador estético diretor de filmes de faroeste que já continham todos os tópicos do gênero num estilo épico dramático.
Hollywood, focalizou os heróis e vilões da saga da conquista do oeste em filmes de ação como Stagecoach, e muitos outros de John Ford. Populariza-se na década de 1930 os filmes de gângster.
Cinema Brasileiro
A chegada do cinema no Brasil deu-se em 8 de julho de 1896, com inauguração cinematográfica dos irmãos Lumière, a versão aponta o pionerismo do registro da baía de Ganabara pelo italiano Afonso Segreto .Em 1911, chegou a primeira missão do capitalismo norte-americano interessados em investir no cinema no Brasil.Atores dos EUA protagonizam o drama das matas de Mato Grosso. Os filmes estrangeiros começam a tirar espaço dos nacionais , que por alguns anos sobrevivem dos cinejornais .
Em 1915, radicou-se em São Paulo o italiano Vittorio Capellaro,que produzia os primeiros épicos e adaptações literarias no país.De 1912 a 1922, foram produzidos pouco mais de 60 filmes no Rio de Janeiro, que passava dividir a atenção com outros estados.
No final do cinema mudo no Brasil foi marcado pelo aparecimento de duas obras que alinhavam o Brasil com as vanguardas européias da época: documentário São Paulo, sinfonia de metrópole (1929), de Rodolfo Lustig e Adalberto Kemeny.
A cinédia continuaria produzindo musicais como Coisas nossas(1913) e Alô, alô Brasil(1935), dirigido pelo norte-americano Wallace downey. O estúdio produziu, ainda, diversas comédias de Luis de Barros e foi alugado à equipe de Orson Welles em 1942 para as filmagens de É tudo verdade. Em 1946, lançou O ébrio, de Gilda afreu, o maior sucesso do país por muitos anos A Cinédia atravessaria as décadas seguintes servindo principalmente à televisão.
Também na década de 30 destacam-se as atividades da Brasil Vita Filme, no Rio de Janeiro, propriedade da atriz, produtora e diretora portuguesa Carmen Santos, cognominada “a grande dama do cinema brasileiro”. Ela produziu, entre outros, Favela dos meus amores (1935), primeira abordagem das populações dos morros cariocas no cinema, e a comédia Cidade-mulher (1936), de Humberto Mauro.
A Atlântida, cujo principal acionista a partir de 1947 era Luís Severiano Ribeiro Jr., dono da maior empresa exibidora do pais, beneficiou-se da lei de 1946 que criava a primeira reserva de mercado para filme brasileiro.
O cinema novo, já sem coesão, entrou pelos anos 1970 revisitando temas do Modernismo (Joaquim Pedro de Andrade), aproximando-se do movimento propicalista (Brasil ano 2000, de Walter Lima Jr.) e enveredando pelas alegorias para escapar à censura militar (Os herdeiros, 1969, de Carlos Diegues, Azyllo muito louco, 1970, de Nelson pereira dos Santos). O movimento, contudo, segue como parâmetro estético-político até a atualidade. até a atualidade. Do mesmo modo, os documentários conheceram um impulso inédito na década. Depois dos influentes Arraial do Cabo (1959), de Paulo Cesar Saraceni, Aruanda(1960), em que o paraibano Linduarte Noronha reproduziu a vida de ex-escravos, e Maioria absoluta (1964), abordagem do analfabetismo por Leon hirszman, o produtor paulistaThomas Farkas mobilizou diversos cineastas na captura da vida e da cultura populares no Rio, São Paulo e Nordeste. Nomes como Geraldo Sarno, Maurice Capovilla e Paulo Gil Soares firmaram-se nessa série de documentários curtos (1965-1970) influenciados pela ética e as técnicas do cinema-verdade.
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