quinta-feira, 1 de abril de 2010

História Do Cinema



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A data oficial do nascimento do cinema, foi em 28 de dezembro de 1895,neste dia leva-se a efeito a primeira projeção pública cinematográfica, no Salão Indiano do “Grand Café”, no Boulevar em Paris.Nessa primeira sessão paga, de entre a série de filmes exibidos, o primeiro foi novamente “La Sortie des Usines Lumièri”(Saída dos Trabalhadores das Fabricas Lumiere).No grupo de filmes dessa sessão mostrou-se também a primeira comédia da história,”L`Arroseur Arrosé”(O Regador Regado),a primeira cena familiar,”Lê Reujeuner du Bebé”(O Almoço do Bebê) e “L Arriveé du Train em Gare” (A chegada do Comboio á Estação).

Era isto o cinema naqueles primeiros tempos, nada mais do que “fotografias móveis”que assombravam por sua semelhança com a realidade.
Um dos primeiros a condenar o cinema ao fracasso,foi nada mais nada menos que seu inventor,Louis Lumiere.Os irmãos Lumiere tinham o cinema somente como um modo de imprimir a realidade;o cinema era um passageiro meio técnico de mostrar “o que se vê”.Meilies e Lumiere são diferentes a este grau:um quis virar os olhos para fora,mostrar o mundo, o outro preferiu vira- los para dentro,para o mundo interior,da magia,das fantasias humanas, das pessoas.
O dialogo entre o Bem e o Mal continha algo da mesma naquilo é essência do cinema.
A América estava nessa época lotada de emigrantes europeus que não falavam inglês e que na necessidade de uma distração para a dura vida que levavam, acorriam em massa ao espetáculo dos filmes mudos. Na América surgem entretanto as antepassados mais recentes das atuais salas de cinema, são os Nickel Odeons, assim chamados em gíria américa, a moedinha de cinco cêntimos que custava cada entrada era chamado de nicke.Tudo filmado em cenários naturais, com muito movimento.Uma história de “nosso tempo”.
Em 23 de outubro de 1927 era exibido The Jazz Singer, o primeiro filme com som, o som parecia como uma “curiosidade” , agora as fotografias em movimento falavam e tudo.Mas só em 1929 que surgiu o primeiro filme inteiramente falado.

Chegam então os tais loucos anos 60(finais do 50-inicio dos 60).Os anos franceses resolvem dizer que esta tudo errado e numa como quem não quer a coisa, criam um movimento que ficariam como Novelle Vangue francesa.Como eles gostam de intelectualizar tudo, este cinema tem bases bem teóricas.

Nos anos 30, Chaplin teme o fracasso do seu City Lights (1931), agora que se fala em moda.Mas o filme é um sucesso, assim como “Modern Times”(1936).Esta é sem duvida a época de ouro de Frank Capra, realizador americano nascido na Sicília.Faz comédias românticas, leves, impregnadas de moral e consciência americana.
No Pós-guerra surgem vários movimentos : desenvolve-se com a força a escola inglesa de documentários nos anos 50.

No País dos Soviéticos


O cinema era o meio de comunicação de um país de vários milhões de analfabetos, num país onde a cultura visual é riquíssima e lhes corre nas veias : basta-nos ver o inacabável número de pintores russos; basta-nos ver as suas igrejas.O cinema era o mais poderoso meio de propaganda e informação.Tornando-se imperativo desenvolver o cinema e desenvolve-lo do lado da lei.Avangard russo foi um dos mais mexidos e experimentalistas da época.
Poucos são os dramas pessoais , as intrigas amorosas- não há tempo para isso numa terra que sonha com o fim da fome e e o aniquilamento do inimigo.


Na Alemanha


Na primeira metade dos anos 20, a Alemanha entra no movimento que se haveria de ficar conhecido como Expressionismo Alemão.Um grande nome do Expressionismo,foi Friedrick Murneau.Em paralelo com Expressionismo havia na Alemanha dos anos 20 um outro movimento se mostrava muito forte que mostrava o homem indefeso perto do destino, regido por leis e a eles alheias.A idéia de fatalismo encarnada destes filmes acabou por levar realizadores desta corrente para o mundo das histórias encantadas, dos mitos do passado ou do futuro.Passava-se para o cinema o tal fatalismo da mitologia germânica.O principal representante dessa corrente foi um nome que viria ser um dos mostros do cinema mundial; Fritz Lang.

Cinema Italiano

O primeiro encontro entre a cultura e o cinema na Itália teve a participação do escritor Gabriele D’Annuzio e culminou quando ele se associou com Giovanni Pastore(na tela, Piero Fosco) em Cabiria, em 1914, síntes dos superespetáculos italianos e modelos para industria cinematográfica da década de 1920.Nesse filme Pastore usou cenários gigantescos, empregou pela primeira vez a técnica do travelling, fazendo a câmera deslocar sobre um carro, e usou iluminação artificial, fato notável para época.

Na França

Os irmãos Lafitte fundaram uma pequena empresa chamada “Film D’ Art” , a inovação desta firma é o esforço que fizeram em tentar, pela primeira vez no cinema cativar o público através de nomes conhecidos.São as primeiras obras de escritores famosos , o cinema começou a sair do anonimato.
Se Lumière foi o pai do cinema, Méliès foi o pai dos efeitos especiais , Méliès foi o pai do cinema como arte, como fantasia.
Os irmãos Lumière criaram o cinema do olhar- olhar o mundo, a informação ( a reportagem, reels, crônicas).Criou Méliès o cinema de ver além do olhar, ver-nos a nós próprios, ver os sonhos, que podem ser olhados(cinema da ficção)

Hollywood

Thomas Edison ganha a sua guerra nos Estados Unidos.Argumentando ter registrando uns anos antes o Kinetoscópio consegue que 24 de outubro de 1907, os tribais americanos proíbem todas as projeções de filmes.Só com George Eastman, o dono da Kodak, tinha 90% do monopólio da fabricante de filme.E pretendia criar um cartel com as grandes sociedades americanas, só aceitando os estrangeiros Path´e Méliès, que ele admirava.Assim , 1909 surge nos EUA o trust da união das 10 maiores produtoras da época, com objetivo de monopolizar toda produção e distribuição cinematográfica.Por mais incrível que possa parecer hoje, Hollywood surgiu como contestação ao cinema oficial ou melhor surgiu para fugir da policia.
Nova York já concentrava a produção cinematográfica em 1907, época em que Edwin S. Porter se firmara como diretor de estatura internacional. Descobridor de grandes talentos como atrizes Mary Pickford e Lílian Gish, os grandes ações paralelas, consagrados em The Birth of Nation(1915, o nascimento da nação) e Intolerante(1916), epopéias que conquistaram a admiração do público e da crítica. Ao lado de Griffith é preciso destacar Thomas H. Ince, outro grande inovador estético diretor de filmes de faroeste que já continham todos os tópicos do gênero num estilo épico dramático.
Hollywood, focalizou os heróis e vilões da saga da conquista do oeste em filmes de ação como Stagecoach, e muitos outros de John Ford. Populariza-se na década de 1930 os filmes de gângster.

Cinema Brasileiro

A chegada do cinema no Brasil deu-se em 8 de julho de 1896, com inauguração cinematográfica dos irmãos Lumière, a versão aponta o pionerismo do registro da baía de Ganabara pelo italiano Afonso Segreto .Em 1911, chegou a primeira missão do capitalismo norte-americano interessados em investir no cinema no Brasil.Atores dos EUA protagonizam o drama das matas de Mato Grosso. Os filmes estrangeiros começam a tirar espaço dos nacionais , que por alguns anos sobrevivem dos cinejornais .
Em 1915, radicou-se em São Paulo o italiano Vittorio Capellaro,que produzia os primeiros épicos e adaptações literarias no país.De 1912 a 1922, foram produzidos pouco mais de 60 filmes no Rio de Janeiro, que passava dividir a atenção com outros estados.

No final do cinema mudo no Brasil foi marcado pelo aparecimento de duas obras que alinhavam o Brasil com as vanguardas européias da época: documentário São Paulo, sinfonia de metrópole (1929), de Rodolfo Lustig e Adalberto Kemeny.
A cinédia continuaria produzindo musicais como Coisas nossas(1913) e Alô, alô Brasil(1935), dirigido pelo norte-americano Wallace downey. O estúdio produziu, ainda, diversas comédias de Luis de Barros e foi alugado à equipe de Orson Welles em 1942 para as filmagens de É tudo verdade. Em 1946, lançou O ébrio, de Gilda afreu, o maior sucesso do país por muitos anos A Cinédia atravessaria as décadas seguintes servindo principalmente à televisão.

Também na década de 30 destacam-se as atividades da Brasil Vita Filme, no Rio de Janeiro, propriedade da atriz, produtora e diretora portuguesa Carmen Santos, cognominada “a grande dama do cinema brasileiro”. Ela produziu, entre outros, Favela dos meus amores (1935), primeira abordagem das populações dos morros cariocas no cinema, e a comédia Cidade-mulher (1936), de Humberto Mauro.
A Atlântida, cujo principal acionista a partir de 1947 era Luís Severiano Ribeiro Jr., dono da maior empresa exibidora do pais, beneficiou-se da lei de 1946 que criava a primeira reserva de mercado para filme brasileiro.
O cinema novo, já sem coesão, entrou pelos anos 1970 revisitando temas do Modernismo (Joaquim Pedro de Andrade), aproximando-se do movimento propicalista (Brasil ano 2000, de Walter Lima Jr.) e enveredando pelas alegorias para escapar à censura militar (Os herdeiros, 1969, de Carlos Diegues, Azyllo muito louco, 1970, de Nelson pereira dos Santos). O movimento, contudo, segue como parâmetro estético-político até a atualidade. até a atualidade. Do mesmo modo, os documentários conheceram um impulso inédito na década. Depois dos influentes Arraial do Cabo (1959), de Paulo Cesar Saraceni, Aruanda(1960), em que o paraibano Linduarte Noronha reproduziu a vida de ex-escravos, e Maioria absoluta (1964), abordagem do analfabetismo por Leon hirszman, o produtor paulistaThomas Farkas mobilizou diversos cineastas na captura da vida e da cultura populares no Rio, São Paulo e Nordeste. Nomes como Geraldo Sarno, Maurice Capovilla e Paulo Gil Soares firmaram-se nessa série de documentários curtos (1965-1970) influenciados pela ética e as técnicas do cinema-verdade.

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