A sociedade industrial e tecnológica prepara para que sejamos compelidos a comprar o maior número de bens que nós é apresentado.
A industria cultural apresenta-se marcada pelos traços mais evidentes do comercialismo em particular e do capitalismo em geral.
E ela está bastante voltada para temas, assuntos e culturas estrangeiras, particularmente a norte-americana. No rádio, são as músicas estrangeiras: na TV, os “enlatados” e, na imprensa escrita, as notícias sobre o exterior são veiculadas com grande destaque, enquanto que as nacionais são, em alguns casos, banalizadas.
Já o Brasil, pelas suas condições particulares desde meados do século 20, é um dos países onde essa famosa indústria cultural deitou raízes mais fundas e por isso mesmo ela, já instalada e agindo em lugar da cultura nacional, vem produzindo estragos. Tudo, ou quase, tornou-se objeto de manipulação bem aceito.
Pode-se observar ainda que a indústria cultural é, basicamente, a indústria do divertimento, da distração, e não da reflexão sobre o que acontece na vida diária.
Com seus produtos, ela pratica o reforço das normas sociais, repetidas vezes sem discussão.
Em conseqüência, uma outra função: a de promover o conformismo funcional. Ela fabrica seus produtos cuja finalidade é a de serem trocados por moeda; promove a deturpação e a degradação do gosto popular; simplifica ao máximo seus produtos, a obter uma atitude sempre passiva do consumidor.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
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